
O chefe do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, pediu esta terça-feira (02) pelo fim dos dias de confrontos mortais que assolaram entre grupos rivais no campo palestiniano de Ain el-Hilweh, no sul do Líbano.
Pelo menos 11 pessoas – a maioria militantes – foram mortas no campo desde que os combates explodiram no sábado (29) entre Fatah e islamitas.
“Esta luta não deve continuar porque suas repercussões são ruins – para os moradores do campo, para o querido povo palestino… para o sul, para todo o Líbano”, disse Sayyed Hassan Nasrallah em um discurso televisionado.
A agência das Nações Unidas para os refugiados da Palestina (UNRWA) disse que pelo menos 2.000 pessoas fugiram de suas casas no campo e as atividades da UNRWA foram suspensas devido à violência.
As negociações entre os grupos rivais levaram a breves suspensões dos combates, mas não conseguiram garantir um cessar-fogo duradouro, com confrontos pesados sendo retomados na terça-feira.
Nasrallah disse na terça-feira que qualquer pessoa que pudesse “pressionar, dizer uma palavra, fazer contato, fazer um esforço” para garantir uma trégua deveria fazê-lo.
A UNRWA estima que até 250.000 refugiados palestinos vivem nos 12 campos palestinos do Líbano, que remontam à guerra de 1948 entre Israel e seus vizinhos árabes. Os campos situam-se principalmente fora da jurisdição dos serviços de segurança libaneses.






