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Brasil monitora cenário no Líbano, mas não anuncia nova repatriação

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Brasileiros sendo repatriados. Imagem: FAB

Embaixada em Beirute afirma que aeroporto segue operando e orienta brasileiros a utilizarem voos comerciais disponíveis

Beirute — Diante da escalada de tensões no Líbano, o governo brasileiro mantém monitoramento constante da situação, mas ainda não anunciou qualquer plano de repatriação de seus cidadãos que vivem no país. A posição atual contrasta com a atuação registrada no início de outros conflitos na região, quando o Brasil organizou operações de retirada em larga escala.

Em crises anteriores no Oriente Médio, como durante a guerra entre Israel e o grupo Hezbollah em 2006, o Brasil realizou uma das maiores operações de repatriação de sua história. À época, mais de três mil brasileiros e familiares foram retirados do território libanês em uma ação coordenada entre o Itamaraty e as Forças Armadas, utilizando aeronaves da Força Aérea Brasileira e apoio logístico em países vizinhos. A operação foi considerada estratégica, sobretudo pela expressiva comunidade brasileira no Líbano, uma das maiores do mundo fora do Brasil.

No cenário atual, no entanto, o governo brasileiro adota uma postura de cautela. A Embaixada do Brasil em Beirute informou que, até o momento, não há indicação de evacuação organizada e reforça que o Aeroporto Internacional de Beirute permanece em funcionamento.

Segundo comunicado oficial, a companhia aérea Middle East Airlines mantém voos regulares para diversos destinos internacionais, incluindo importantes hubs europeus como Atenas, Bruxelas, Düsseldorf, Frankfurt, Genebra, Larnaca, Londres, Madri, Milão, Paris e Roma. Também seguem operando rotas regionais para Abu Dhabi, Amã, Bagdá, Cairo, Doha, Dubai, Erbil, Istambul e Jeddah, ampliando as possibilidades de conexão para passageiros que desejam deixar o país.

A Embaixada informou ainda que, a seu pedido, a Middle East Airlines dará atenção especial a passageiros portadores de passaporte brasileiro. A companhia disponibiliza canais diretos de atendimento, incluindo call center, linhas gratuitas, telefones móveis e atendimento por e-mail.

Além da MEA, outras companhias aéreas seguem operando normalmente em Beirute, como Royal Jordanian, Qatar Airways, Flydubai, Air Arabia, UR Airlines e, a partir de 1º de maio, Etihad Airways.

Apesar da manutenção das operações aéreas, autoridades diplomáticas alertam para a possibilidade de cancelamentos e alterações de horários, recomendando que os passageiros acompanhem constantemente o status dos voos por meio dos canais oficiais das companhias.

A orientação do governo brasileiro, neste momento, é que cidadãos que avaliem deixar o Líbano utilizem os voos comerciais disponíveis, mantendo contato com a Embaixada para atualizações e suporte consular.

A ausência de um plano imediato de repatriação indica uma avaliação ainda controlada da situação, embora o histórico de operações anteriores demonstre que o Brasil possui capacidade logística para agir rapidamente, caso o cenário se deteriore.