
Medida ocorre após ultimato de Israel para que figuras iranianas deixem o território libanês em 24 horas
Beirute – O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, solicitou ao gabinete que adote medidas para prender e repatriar ao Irã qualquer pessoa presente no país que esteja ligada à Guarda Revolucionária Iraniana. A decisão foi discutida durante uma reunião ministerial realizada no Grand Serail, sede do governo em Beirute.
Segundo o ministro da Informação, Paul Morcos, Salam pediu que os ministérios e órgãos competentes tomem providências imediatas para impedir qualquer atividade militar ou de segurança vinculada à Guarda Revolucionária em território libanês.
De acordo com Morcos, a proposta inclui a prisão dessas pessoas e sua repatriação ao Irã, caso seja confirmada a ligação com a estrutura militar iraniana.
A decisão do governo libanês ocorre em meio à escalada de tensões na região. Na terça-feira, o exército israelense emitiu um ultimato de 24 horas para que figuras iranianas deixassem o Líbano, afirmando que poderiam ser alvo de ataques aéreos caso permanecessem no país.
A advertência israelense ampliou o clima de instabilidade. Em resposta, Teerã afirmou que poderá retaliar caso cidadãos iranianos sejam atingidos em território libanês, mencionando a possibilidade de ataques contra representações israelenses no exterior.
O novo episódio acontece em meio ao aumento dos ataques israelenses contra o Líbano e ao crescimento da pressão política e militar sobre o país, que tenta evitar que a escalada regional aprofunde ainda mais a crise de segurança em seu território.






