
Joseph Aoun afirma que grupo armado arrastou o país para a guerra regional e defende negociações diretas com Israel para encerrar o conflito
BEIRUTE — O presidente do Líbano, Joseph Aoun, acusou o Hezbollah de tentar provocar o colapso do país ao lançar ataques contra Israel em nome do Irã. A declaração foi feita nesta segunda-feira (09) durante uma videoconferência com líderes institucionais europeus.
Segundo o presidente libanês, os disparos de mísseis contra território israelense tiveram como objetivo ampliar o conflito regional e colocar o Líbano em uma posição de risco diante das tensões entre Israel e o Irã.
Durante a reunião virtual, Aoun afirmou que aqueles responsáveis pelos ataques buscavam provocar o colapso do Estado libanês e que essa estratégia foi contida pelas autoridades do país.
O presidente também declarou que o Hezbollah, aliado político e militar do Irã, arrastou o Líbano para o atual cenário de confronto ao lançar mísseis contra Israel em 2 de março, intensificando a escalada militar na região.
Diante do avanço das hostilidades, Aoun defendeu a abertura de negociações diretas com Israel como caminho para encerrar o conflito e evitar um agravamento da crise de segurança no país.
As declarações ocorrem em meio ao aumento das tensões no sul do Líbano e a uma série de ataques militares registrados nas últimas semanas, que ampliaram a preocupação internacional com o risco de uma escalada mais ampla no Oriente Médio.






