Carlos Ghosn, ex-CEO da Nissan, será interrogado por autoridades francesas. A delegação da França chegará no Líbano no próximo dia 18 de janeiro. Ele deverá ser interrogado pelo juiz Imad Kabalan e a comitiva francesa poderá participar do interrogatório.
Ghosn também é acusado na França, por um suposto desvio dos fundos da Renault. Ele teria utilizado o dinheiro para custear uma festa de aniversário para sua esposa, no Palácio de Versalhes, na França.
Um dos executivos mais importantes da indústria automotiva no mundo, é nascido em Guajará-Mirim, uma pequena cidade na fronteira de Rondônia com a Bolívia. Com descendência libanesa, Ghosn ganhou destaque global quando salvou a Nissan da falência em 2000.
Em 2018, no Japão, acabou sendo preso por 130 dias, por crimes financeiros. Em março de 2019, conseguiu prisão domiciliar. Com uma fuga cinematográfica, conseguiu fugir para o Líbano por Istambul.
Desde então, as autoridades japonesas pendem que o Líbano devolva Ghosn, mas às autoridades libanesas, alegam que por ele ser cidadão libanês, ele deverá ser julgado pelo judiciário libanês.







