Vivendo em Lucas do Rio Verde (MT), Fabiano Cézar Vergutz, condenado em setembro de 2014, em Rondônia, pelo assassinato da designer Abla Grassan Rahhal, abriu há um ano uma transportadora, declarou capital de R$ 60.000,00 e segue uma vida tranquila na cidade de aproximadamente 60 mil habitantes.
Assim que ganhou liberdade, criou um perfil nas redes sociais, mas mantém discrição. A última publicação no Instagram ocorreu no início do ano passado.

Vergutz mudou-se para o Mato Grosso, na tentativa de apagar o passado em Rondônia. É possível verificar que ele abriu duas empresas no dia 19 de fevereiro de 2022.

A primeira aponta uma empresa de refrigeração, com capital declarado de R$ 5.000,00. A segunda, é relacionada ao trabalho de transporte.

CONDENAÇÃO POR HOMICÍDIO E ESTUPRO
Com uma condenação de 30 anos pelos crimes de homicídio e estupro, Vergutz foi liberto no dia 30 de dezembro de 2021, após 12 anos de prisão pelo assassinato da própria mulher, em abril de 2013, em Vilhena (RO). Ele foi a júri popular e condenado. Pegou 20 anos pelo homicídio e 10 anos de reclusão pelo crime de estupro.
Na época, o crime causou grande comoção no estado pela crueldade usada pelo condenado. Nos autos, mostra que a vítima, segundo laudo pericial, foi agredida fisicamente, estuprada, teve dilacerada a região perianal antes de ser morta. A criança, filha da vítima, que foi quem encontrou sua mãe, morta, com uma corda no pescoço. Vergutz teria simulado um suicídio.
O assassino teria informado aos policiais que teria saído de casa após uma discussão do casal. Ao retornar, viu que a vítima estava dormindo em torno de 5h30 da manhã.
Informação desmentida pela perícia técnica, que comprovou que Abla teria sido morta por volta das 2 horas da manhã, após ser asfixiada com uma corda idêntica à que Vergutz teria no seu caminhão.
O QUE ACONTECEU COM ABLA?
O caso de Abla Rallah chocou Rondônia, sendo um dos casos de maior repercussão da história da cidade de Vilhena. Na época, grande parte dos moradores da cidade tinham conhecimento sobre o assassinato da designer, que morreu aos 33 anos de idade.
O crime aconteceu na madrugada do dia 27 de abril de 2013. De acordo com o julgamento, Abla foi morta após inúmeros atos de crueldade. Os crimes ocorreram na residência onde o casal morava, em Vilhena. Inicialmente, o então marido disse que o crime havia sido cometido por um invasor, mas provas periciais o colocaram na cena do crime.
Ficou comprovado, portanto, que Vergutz, antes de matar Abla, cometeu o estupro, além de inúmeras agressões físicas.
O detalhe da corda também foi importante para o trabalho da polícia civil de Rondônia. Abla foi pendurada no quintal da residência e a perícia indicou que seria impossível ela ter feito uma forca improvisada, com nó profissional.
Abla fazia parte de uma tradicional família libanesa em Rondônia. No dia do julgamento, em Vilhena, familiares estiveram presentes. Muito abatidos, disseram que estavam satisfeito com a pena de 30 anos que Vergutz tinha recebido.







