
A população de Trípoli não está para comemoração e o Eid al-Fitr este ano está tomado pelo luto e muita tristeza. Apenas alguns dias após o naufrágio de um barco com mais de 80 imigrantes, na costa da cidade, onde 47 foram resgatados, sete corpos foram encontrados — e o restante continua desaparecido, é possível ver moradores protestando e pedindo ajuda para que Trípoli deixe esse quadro de total vulnerabilidade social.
Em Trípoli, é a segunda maior cidade do Líbano e é também a mais pobre do país, os moradores dizem que há um fluxo constante de barcos migrantes, decolando das praias ao redor da cidade — até mesmo do porto oficial de Trípoli.
“O porto se tornou como um aeroporto. Jovens, mulheres e crianças estão indo para a Europa. As viagens são diárias”, disse Amid Dandashi.
Desde que o barco afundou, as tensões aumentaram na cidade. Moradores furiosos bloquearam estradas e atacaram um posto de controle do exército principal em Trípoli.
O governo realizou uma reunião extraordinária e pediu ao tribunal militar para investigar o caso.






