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Morre no Brasil a libanesa Rita Ephrem, aos 31 anos, após longa luta contra doença rara

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Rita Ephrem, morreu nesta quinta-feira, em SP. Imagem: Reprodução do Instagram da Ritinha

História de fé e perseverança comove brasileiros e libaneses; mãe deixou o Líbano para acompanhar tratamento da jovem em São Paulo

Beirute- A jovem libanesa Rita Ephrem morreu nesta quinta-feira, 26 de março, no Brasil, aos 31 anos, após enfrentar por anos uma doença autoinflamatória rara, ainda sem nome científico. Sua trajetória, marcada por resistência, fé e sucessivas batalhas pela vida, comoveu milhares de pessoas no Brasil e no Líbano.

Conhecida carinhosamente como Ritinha nas redes sociais, Rita mobilizou uma corrente de solidariedade que ultrapassou fronteiras. Nas últimas horas, mensagens de apoio e acolhimento se multiplicam, especialmente direcionadas à mãe, Leila, que deixou o Líbano para acompanhar integralmente o tratamento da filha no Brasil.

Rita nasceu em Belo Horizonte, em Minas Gerais, mas ainda muito jovem se mudou para o Líbano, país de origem de sua família. Foi lá que surgiram os primeiros sintomas da doença, com episódios recorrentes de febre e fortes dores nas articulações. Na época, a condição não foi identificada por médicos locais e chegou a ser interpretada de forma equivocada como um possível quadro psicológico.

Diante da falta de diagnóstico, Rita retornou ao Brasil em busca de respostas. Após um período em Minas Gerais, foi em São Paulo, aos 25 anos, que exames mais aprofundados apontaram a presença de 11 mutações genéticas associadas ao seu quadro clínico.

Antes do avanço da doença, Rita levava uma vida ativa. No Líbano, chegou a cursar engenharia mecatrônica e se destacou como atleta de futsal, integrando a seleção feminina libanesa. Com a progressão da enfermidade e o uso contínuo de altas doses de corticoides, enfrentou mudanças físicas significativas e complicações severas de saúde.

Ao longo dos últimos anos, Rita sofreu diversos Acidentes Vasculares Cerebrais, tromboses, episódios inflamatórios graves, incluindo meningite, além de infecção por covid-19. Foi intubada inúmeras vezes e permaneceu longos períodos hospitalizada, vivendo, por anos, sobre uma cama de hospital.

Mesmo diante de um quadro extremamente delicado, sua história foi marcada por coragem e espiritualidade, o que contribuiu para mobilizar uma rede de apoio que acompanhou sua trajetória até os últimos dias.

Nas redes sociais, a campanha “Todos Juntos com Ritinha” segue mobilizando pessoas que desejam ajudar a família neste momento. Para contribuições relacionadas às despesas de sepultamento, doações podem ser realizadas via pix pelo número 3197666774.

Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre velório e sepultamento.

A história de Rita Ephrem permanece como um símbolo de resistência, fé e conexão entre o Líbano e o Brasil, unindo comunidades em torno de uma trajetória que tocou profundamente quem a acompanhou.