
As Nações Unidas estão finalizando um plano para fornecer assistência salarial financiada pelos EUA a soldados libaneses duramente atingidos pela crise financeira do país, disse o coordenador especial das Nações Unidas para o Líbano ao presidente do país na segunda-feira (19), disse a Presidência.
O descontentamento vem se formando nas forças de segurança, já que a moeda do Líbano perdeu mais de 90% de seu valor em relação ao dólar, reduzindo os salários da maioria dos soldados para menos de US$ 100 por mês. Muitos tomaram empregos extras, e milhares se demitiram.
Os militares foram tão pressionados pelo colapso financeiro de três anos que suas cantinas pararam de oferecer carne às tropas em 2020 e começaram a oferecer passeios turísticos em seus helicópteros para arrecadar dinheiro.
A coordenadora especial da ONU, Joanna Wronecka, disse ao presidente Michel Aoun que a assistência dos EUA para os salários dos soldados “está em suas fases organizacionais finais e será paga aos soldados através de um programa das Nações Unidas”
Washington é o maior doador de ajuda estrangeira para o Líbano.
Em janeiro, o Departamento de Estado dos EUA informou ao Congresso sobre os planos de redirecionar US$ 67 milhões de ajuda militar para o Líbano para incluir “apoio à subsistência” para soldados libaneses, citando tumultos econômicos e agitação social.
A crise financeira do Líbano estripou os salários do setor público e o valor pago aos soldados é pouco suficiente para pagar uma assinatura básica de um serviço de gerador que poderia compensar os cortes diários de 22 horas que assolam o país.






