Beirute — O ministro das Relações Exteriores da Síria, Asaad al-Shaibani, afirmou que o Líbano segue sendo considerado um “vizinho e parceiro”, mas voltou a manifestar preocupação com questões de segurança relacionadas à presença de armas fora do controle estatal.
Em declaração divulgada pela agência oficial síria SANA, Shaibani mencionou “preocupações de segurança devido à presença de armas descontroladas nas mãos de certas milícias”, em referência ao Hezbollah.
A fala ocorreu durante fórum entre a Síria e a União Europeia, poucos dias após visita de uma delegação ministerial libanesa a Damasco.
Segundo o chanceler sírio, o objetivo de Damasco é desenvolver relações mais estáveis com o Líbano e avançar em uma nova fase diplomática, superando desafios herdados de períodos anteriores.
Nos últimos meses, autoridades sírias intensificaram críticas ao Hezbollah e acusaram o grupo de tentar conduzir operações consideradas hostis dentro e a partir do território sírio.
A posição evidencia uma dinâmica regional mais complexa envolvendo Líbano, Síria e atores armados não estatais, em um momento de alta sensibilidade geopolítica.
Para o público brasileiro, a declaração sinaliza que o Hezbollah segue sendo não apenas um ator central na política e segurança libanesas, mas também elemento relevante nas relações diplomáticas entre países vizinhos.
O tema reforça os desafios enfrentados pelo Líbano ao equilibrar pressões regionais, relações bilaterais e a influência de atores armados dentro de seu próprio território.