A emissora estatal do Irã, IRIB (Radiodifusão da República Islâmica do Irã), retomou suas transmissões ao vivo poucas horas após ser alvo de um ataque militar israelense. O bombardeio, que atingiu o prédio da rede em Teerã, foi interpretado como um esforço direto para silenciar os canais oficiais iranianos em meio à escalada do conflito entre os dois países.
Hassan Abedini, alto funcionário da IRIB, declarou publicamente que a ofensiva israelense não conseguiu interromper a voz da revolução islâmica nem da soberania iraniana. “O regime sionista, inimigo da nação iraniana, conduziu uma operação militar contra a rede de notícias da República Islâmica do Irã. Mas não tinha consciência de que a voz do Irã não será silenciada por uma ofensiva”, afirmou.
O ataque ao centro de mídia acontece em um momento de tensão crescente no Oriente Médio, após Israel intensificar bombardeios em resposta às ações iranianas. O episódio marca uma tentativa sem precedentes de atingir estruturas estratégicas de comunicação do Irã e representa um avanço significativo no uso da guerra da informação como instrumento direto no campo militar.
Enquanto as potências internacionais acompanham com preocupação os desdobramentos da crise, o Líbano permanece em estado de alerta, temendo que a escalada militar se alastre pelas fronteiras da região.







