Home Brasil Brasil: Odalea Maron: A Guardiã das Raízes Libanesas em Palmas, Minas Gerais

Brasil: Odalea Maron: A Guardiã das Raízes Libanesas em Palmas, Minas Gerais

205
0
a herança libanesa se perpetua através da história e do legado de Odalea Maron. Imagem: Arquivo Pessoal

Filha de imigrantes libaneses, Odalea nasceu no Brasil, na cidade mineira de Valadares, distrito de Juiz de Fora, em 1935. Seu pai, Feres Ghantus Maron, veio de Kfar Qatra, região do Chouf, no Líbano. Sua mãe, Amélia Metre Maron, descendente de uma linhagem também enraizada na mesma vila libanesa. Aos cinco anos, Odalea chegou a Palmas (MG), onde sua história se entrelaçaria para sempre com a do município.

Desde jovem, contrariando os costumes da época, destacou-se por sua iniciativa e espírito empreendedor. Começou como balconista no comércio local e, posteriormente, ao lado do pai, fundou o seu próprio negócio, um comércio de balas e doces. Ela também estava conectada com os trabalhos das costureiras da cidade. Com um olhar visionário, criou a loja “A Libanesa”, um ponto de referência para tecidos, armarinhos, presentes e artigos para o lar.

O casamento com Sebastião Alves de Souza, conhecido como “Corredor”, levou-a a uma nova empreitada: juntos, administraram o Bar do Corredor, que por décadas foi o coração social de Palmas. Ali, a tradição libanesa misturou-se à cultura mineira, promovendo encontros, celebrações e fortalecendo laços comunitários.

Mais do que uma empresária de sucesso, Odalea Maron Alves é um símbolo da identidade libanesa em terras brasileiras. Por meio dela, a comunidade libanesa de Palmas se manteve viva, inspirando novas gerações a preservarem suas origens e contribuírem para o desenvolvimento local.

Hoje, no mês da Mulher, ao completar nove décadas de vida, Odalea celebra não apenas o tempo vivido, mas o impacto duradouro de sua trajetória. Em uma cidade marcada pela presença libanesa, ela continua a ser um elo entre o passado e o futuro, uma ponte entre o Brasil e o Líbano.

A história de Palmas não pode ser contada sem mencionar Odalea Maron Alves, a guardiã da cultura libanesa na pequena cidade mineira que, com sua força e determinação, ajudou a moldar gerações.