Bombardeios atingem cidades de Tiro e Bint Jbeil enquanto moradores retornam às aldeias com receio de uma nova escalada do conflito
BEIRUTE, LÍBANO — O sul do Líbano voltou a registrar ataques aéreos nesta quarta-feira (17), mesmo em meio aos esforços diplomáticos para reduzir as tensões no Oriente Médio. Drones israelenses realizaram bombardeios na região de Tiro e também no distrito de Bint Jbeil, na província de Nabatieh, segundo informações divulgadas pela Agência Nacional de Notícias do Líbano.
Os ataques deixaram feridos e voltaram a aumentar a preocupação entre os moradores das cidades próximas à fronteira. Nas últimas semanas, diversas famílias iniciaram o retorno às suas casas após meses de deslocamento provocado pelos confrontos. No entanto, o clima entre a população permanece de incerteza diante da continuidade das operações militares.
Fontes de segurança ouvidas avaliam que as ações militares se concentram em áreas consideradas estratégicas no entorno de Nabatieh. A situação tem dificultado a retomada da rotina em diversas comunidades do sul libanês, onde equipes seguem monitorando possíveis novos episódios de violência.
Apesar da manutenção dos ataques, dados apresentados pelas Nações Unidas apontam uma redução no número total de projéteis disparados entre as partes envolvidas. Segundo o porta voz da organização, Stephane Dujarric, foram registrados 174 disparos no último domingo, número inferior aos 705 contabilizados uma semana antes.
De acordo com as Nações Unidas, 169 desses disparos foram atribuídos às forças israelenses e cinco ao Hezbollah.
Enquanto a atividade militar diminui em comparação aos períodos mais intensos do conflito, moradores do sul do Líbano afirmam que a sensação de segurança ainda está distante da realidade. Em cidades próximas à fronteira, a reconstrução da vida cotidiana continua sendo acompanhada pela expectativa de que os esforços diplomáticos consigam evitar uma nova escalada da violência.
Direto de Beirute, o Jornal do Líbano acompanha os acontecimentos que impactam o país e leva informação em língua portuguesa para brasileiros, descendentes de libaneses e todos os interessados na região.







