Em meio a uma crescente tensão na região, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, lançou um novo alerta ao governo libanês, advertindo que, se o cessar-fogo não for implementado, a capital libanesa pode sofrer retaliações diretas. A declaração de Katz, divulgada em sua conta oficial na plataforma X (antigo Twitter), equipara o destino de Beirute ao da cidade de Kiryat Shmona, localizada no norte de Israel e alvo de ataques recentes.
“Como eu disse, o destino de Kiryat Shmona é o mesmo de Beirute. Se não houver silêncio em Kiryat Shmona e nas comunidades da Galileia, não haverá silêncio em Beirute”, afirmou Katz, deixando clara a intenção de Israel.
O ministro da Defesa também fez referência específica ao Dahiyeh, no sul da capital libanesa, área considerada um reduto do Hezbollah. “Por qualquer tentativa de prejudicar as comunidades da Galileia, os telhados das casas do Dahiyeh, em Beirute, tremerão”, ameaçou.
A advertência de Katz também coloca pressão direta sobre o governo libanês, que, segundo Israel, deve conter as ações do Hezbollah para evitar uma escalada maior. “Envio uma mensagem clara ao governo libanês: se vocês não aplicarem o acordo de cessar-fogo, nós o faremos”, disse o ministro israelense, sugerindo uma possível intervenção unilateral caso a situação não mude.
Dentro do Líbano, as palavras de Katz foram recebidas com preocupação. O primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, ainda não respondeu oficialmente às ameaças, mas fontes do governo afirmam que está sendo discutida uma estratégia para evitar uma escalada direta do conflito. Enquanto isso, moradores de Beirute, em especial da região de Dahiyeh, estão em alerta.
Analistas internacionais apontam que a região caminha em direção a um cenário de instabilidade crescente, com uma eventual ofensiva israelense podendo ter repercussões severas tanto no próprio Líbano quanto em outros países envolvidos indiretamente no conflito.







