O dentista Cláudio Picolli, de Balneário Camboriú, está sendo acusado de cometer crime de xenofobia, após um post nas redes sociais, do qual ele discrimina o dentista Mohamad Hussein Abou Wadi por ser descendente de libanês e lageano. A vítima é filho de libanês e nascido em Lages (SC).
Sem se importar com o crime que estava cometendo, Picolli que é vice-presidente do Conselho Administrativo de uma faculdade particular de Balneário Camboriú ainda marcou alguns nomes, além de ter recebido muitas curtidas de apoio na publicação, dando a entender que todos compartilhavam do mesmo preconceito que ele em relação ao colega dentista.

O post foi compartilhado em diversas plataformas. Após a repercussão negativa, Picolli apagou o post na rede social.
Mohamad disse que recebeu o post com muita tristeza e ficou incrédulo por ter se tornado vítima de xenofobia dentro do seu próprio país, “Eu sou brasileiro e tenho muito orgulho das minhas origens libanesas. Os libaneses ajudam muito na economia do país. O Brasil e o Líbano são irmãos e não podemos aceitar esse tipo de crime aqui. Quero agradecer todo o apoio recebido pela comunidade libanesa no Brasil”.

Procurado pela equipe de reportagem do Jornal do Líbano, Picolli disse que não queria ofender, “Acerca do comentário realizado por mim na rede social instagram, ressalto que em nenhum momento tive o intuito de praticar ato de xenofobia em face de qualquer pessoa. Quero pedir desculpas a qualquer pessoa que tenha se sentido ofendida ou insultada com meu comentário”, tentou se justificar o dentista.
A vítima ressalta que nada justifica o posicionamento do autor do post xenofobico, “Não é a primeira vez que ele ataca as minhas origens. Estou movendo um processo criminal contra ele e agora vou acrescentar mais o crime de xenofobia. Não aceito ser discriminado. O crime não ficará impune por mim e todos os que se sentiram ofendidos”, afirmou Mohamad.
Até o fechamento da reportagem, a assessoria de imprensa do da faculdade não se posicionou sobre o crime de xenofobia praticado pelo acusado.
No Brasil, discriminação e preconceito motivados por descendência, origem nacional ou étnica são crimes previstos na Constituição e podem gerar até três anos de prisão. Isso vale também, conforme determina a Lei 7.716, de 1989, para quem “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito” de procedência nacional, como fez o dentista de Santa Catarina.







