
O Líbano está lutando para sair da maior crise econômica da sua história. Com o poder de compra da população destruído, empresas libanesas estão buscando outras alternativas para que possam vender. O Produto Interno Bruto (PIB) caiu 25% e a inflação subiu 88%, segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional). A moeda está desvalorizada em mais de 90% em relação ao dólar americano. O Brasil entra na rota para ajudar o Líbano a se reerguer, abrindo as portas, ampliando o mercado e possibilitando que os negócios sejam expandidos entre os dois países.
Por meio do Ministérios das Relações Exteriores, o Brasil também está apoiando o Líbano. O embaixador brasileiro junto à República Libanesa, Hermano Telles Ribeiro, trabalha para ajudar na aceleração do acordo de Livre Comércio do Líbano com o Mercosul, composto pelo bloco de quatro países, sendo o Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
A embaixadora do Líbano no Brasil, Carla Jazzar, não está medindo esforços para que produtos e serviços libaneses ganhem espaço entre os brasileiros. Ela sugeriu aos senadores do Brasil, durante audiência no Senado Federal, em setembro de 2021, que o Congresso Nacional incentive a criação do fundo de auxílio ao Líbano. “Sugiro a criação do fundo criado pela comunidade libanesa no país e pelos brasileiros de origem libanesa. Nossa iniciativa é muito simples: identificar comunidades, áreas, negócios locais, fornecer apoio técnico, financeiro, tecnológico e investir em projetos de desenvolvimento setoriais a partir desse fundo”, enfatizou Jazzar.
Um ano antes do início da crise, o Líbano era o 81º colocado no ranking de economia e 75º lugar em exportações mundiais. Tinha como principais parceiros de importação, os Estados Unidos, China, Itália, Emirados Árabes e China. Os produtos importados estavam entre carros, medicamentos, ouro, entre outros.






