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Especialistas em direitos humanos da ONU pedem investigação sobre assassinatos e abusos sexuais israelenses contra mulheres palestinas

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Palestinos feridos esperam por tratamento no Hospital al-Shifa na Cidade de Gaza, centro da Faixa de Gaza, depois de chegarem do hospital al-Ahli após uma explosão no local. Imagem: [Abed Khaled/AP Photo

Especialistas em direitos humanos da ONU pediram nesta segunda-feira (19) uma investigação independente sobre supostos abusos israelenses contra mulheres e meninas palestinas, incluindo assassinatos, estupros e agressões sexuais.

A declaração dos sete especialistas independentes da ONU provocou uma reação furiosa de Israel, que rejeitou as “alegações desprezíveis e infundadas”.

Os especialistas expressaram preocupação com “alegações confiáveis de violações flagrantes dos direitos humanos” contra mulheres e meninas na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.

Eles citaram relatos de mulheres e meninas supostamente sendo “executadas arbitrariamente em Gaza, muitas vezes junto com membros da família, incluindo seus filhos”.

“Estamos chocados com os relatos de ataques deliberados e assassinatos extrajudiciais de mulheres e crianças palestinas em lugares onde buscaram refúgio ou durante a fuga”, disseram.

Os especialistas independentes, nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, mas que não representam as Nações Unidas, também apontaram para a “detenção arbitrária de centenas de mulheres e meninas palestinas”, incluindo defensores dos direitos humanos, jornalistas e humanitários.

Eles disseram que muitos dos detidos relataram ter sido submetidos a “tratamento desumano e degradante”, incluindo espancamentos severos e a terem sido negados absorventes menstruais, alimentos e remédios.

Eles expressaram particular alarme com relatos de “múltiplas formas de agressão sexual”, incluindo relatos de estupros de pelo menos duas detentas mulheres, enquanto outras foram “despidas e revistadas por oficiais do exército israelense do sexo masculino”.

O ataque de 7 de outubro liderado pelo Hamas no sul de Israel resultou na morte de cerca de 1.160 pessoas em Israel, de acordo dados oficiais israelenses.

A guerra de Israel em Gaza já matou mais de 29.000 pessoas, a maioria mulheres e crianças, de acordo com o Ministério da Saúde em Gaza.

Os especialistas pediram uma “investigação independente, imparcial, rápida, completa e eficaz” sobre as alegações, instando Israel a cooperar.

A missão israelense em Genebra rejeitou a declaração dizendo que os especialistas foram “motivados por seu ódio por Israel, não pela verdade”.

Disse que as autoridades israelenses não receberam queixas, mas estão prontas para investigar quaisquer “alegações concretas de má conduta de suas forças de segurança quando apresentadas com alegações e evidências confiáveis”.