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Libaneses são presos no Brasil acusados de tráficos de mulheres para exploração sexual

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O libanês Wissam Mohamed Nassar e Rodrigo Otavio Cotait, que é descendente de libanês foram apontados pela Polícia Federal do Brasil como integrantes de um grande esquema de tráfico de mulheres para exploração sexual em 15 países em diferentes continentes, como Oriente Médio, Europa, Estados Unidos, Austrália, entre outros. Eles foram presos na operação batizada pela PF de “Harem BR”. A organização entrou no radar da Polícia Federal em 2018.

Imagem: Reprodução da PF

Cotait vive em São Paulo, e é apontado como o líder da organização. Era o responsável em aliciar garotas de programa para fins de exploração sexual e o libanês Nassar, grande empresário no Paraguai, é acusado como o principal cliente do esquema de tráfico de mulheres, tendo como uma das supostas vítimas, a cantora brasileira, Mc Mirella.

Imagem: Reprodução da PF

Nassar também teria recebido muitas adolescentes, segundo a PF. Três delas foram identificadas pela polícia. Uma delas, hoje com 20 anos, disse que aos 15 anos, acabou sendo contatada por Cotatit para divulgação de uma marca de maquiagem chamada Tommy G.

Imagem: Reprodução da PF

A divulgação da marca seria na cidade de Foz do Iguaçu (PR), onde vive Nassar. Ela contou que teria que ser simpática com o empresário, mas em nenhum momento foi mencionado que ela teria que manter relações sexuais com o libanês.

Nassar interrogado após ser preso. Imagem: PF

Para os policiais ela garantiu que não aconteceu nada entre eles, mas foram interceptadas mensagens pela PF e apontaram que ela manteve relações sexuais com Nassar e passou a integrar o casting da agência de Cotatit ao completar 18 anos.

Nassar, de acordo com dados das investigações, gastava aproximadamente R$ 200 mil reais por mês para manter relações sexuais com menores e influencers. O interesse maior eram por jovens que mantinham muitos seguidores nas redes sociais.

Rodrigo Cotatit é acusado de ser o líder da maior organização criminosa de tráfico de mulheres brasileiras.
Imagem: Reprodução das Redes sociais

A Polícia Federal  informou que mais de cem mulheres foram exploradas, incluindo menores, com a promessa de cachês de até 50 mil euros, o equivalente a R$ 300 mil reais.

A defesa

Os advogados Dhyego Lima e Fernanda Marini Saad que defendem Rodrigo Otávio Cotait, em nota, disseram que o cliente é inocente:

“O Sr. Rodrigo Otávio Cotait, conceituado empresário do setor de cosméticos, foi alvo de ilegal mandado de prisão expedido pela 1ª Vara Federal de Sorocaba.
A prisão preventiva contra ele decretada viola a Constituição Federal e o Código de Processo Penal.
Não obstante as dificuldades decorrentes da falta de acesso à integralidade dos autos do Inquérito Policial que deu origem à “Operação Harém”, fato que inviabiliza o exercício da ampla defesa, os Advogados subscritores desta nota impetraram, na última quinta-feira, dia 29 de abril, habeas corpus perante o egrégio Tribunal Regional Federal da 3ª Região.
A Defesa confia no Poder Judiciário brasileiro e espera que essa injustiça seja reparada o mais breve possível.”

Também procurada pela equipe de reportagem do Jornal do Líbano, a defesa de Wissam Mohamed Nassar, o advogado Luciano Mota, por meio de mensagens via whatsApp foi breve.

“Bom dia! No momento não foram colhidas todas as provas. Semana que vem conversamos pessoalmente, ok. Desculpas, mas a família não autorizou”.