Home Brasil Líbano: À medida que as tensões regionais aumentam, Brasil pede que seus...

Líbano: À medida que as tensões regionais aumentam, Brasil pede que seus cidadãos fiquem longe das zonas de conflitos

162
0
Embaixada Brasileira emite repercuti nota oficial do governo brasileiro. Imagem: Reprodução

A comunidade composta por mais de 20 mil brasileiros que vivem no Líbano, na sua maioria no sul e no Vale do Bekaa, está sendo orientada pela Embaixada do Brasil em Beirute, que não fique próximo as zonas de conflitos, já que as tensões na região estão aumentando.

A Embaixada do Brasil, por meio de aplicativo de mensagens, orientou aos brasileiros adotar indicações de segurança das autoridades locais e evitar a permanência em lugares de risco, além de verificar se o passaporte possui ao menos seis meses de validade. E é por esse canal que as autoridades diplomáticas estão enviando comunicação oficial do Governo Brasileiro.

No sul do Líbano, onde estão brasileiros, na sua maioria do estado de Paraná, existe uma grande tensão. Desde 08 de outubro, Israel e Hezbollah trocam ataques diariamente e membros da comunidade estão em extrema vulnerabilidade, como explica uma brasileira que prefere não se identificar por questões de segurança.

“Precisamos organizar os nossos documentos. É perigoso circular pelas estradas até Beirute. Israel está atacando civis o tempo todo. E com essa crise toda, não temos condições financeiras para custear documentos e viagens. Estamos esperando que o Brasil facilite as emissões de documentos para todos os brasileiros aqui no Líbano”, salientou a brasileira de Foz do Iguaçu (PR).

No Vale do Bekaa, onde está a maior comunidade brasileira no Líbano, o brasileiro que vive em Ghazze, explica que está diante de um problema. A mulher com quem é casado há mais de 30 anos nunca fez documentos brasileiros, “estamos com muito medo de uma possível guerra. Em 2006, optei em ficar no Líbano. Agora, sabemos que os próximos ataques podem acabar com tudo. Fazemos um apelo para que o Governo do Brasil nos ajude com essas questões burocráticas. Até agora não temos nada de seguro. Apenas mensagens diárias pelo WhatsApp. Não posso viajar e deixar a minha companheira que é libanesa aqui”, reforça o brasileiro que também não quis se identificar.

Todos estão tensos com o momento. O Irã e Hezbollah prometeram vingança. Israel matou duas importantes lideranças nos últimos dias. O líder do Hamas, Ismail Haniyeh, na capital iraniana, Teerã e o comandante de Hezbollah, Fuad Shukr, morto em um ataque israelense em Beirute.

Em mais um sinal de que a região está se preparando para uma retaliação iraniana, os EUA enviaram no sábado (03) um grupo de ataque de porta-aviões, um esquadrão de caças e navios de guerra adicionais para o Oriente Médio. Isso marcou talvez o maior movimento de forças dos EUA para a região desde os primeiros dias da guerra de Gaza, quando o Pentágono enviou dois grupos de ataque de porta-aviões em direção ao Oriente Médio em um aviso muito público aos grupos militantes regionais para não expandirem os combates.

De acordo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, caso comece uma guerra entre Israel e o Líbano, brasileiros poderão ser repatriados. Neste momento, quem quiser deixar o país, precisa custear as suas despesas em voos comerciais. Diversas companhias, nos últimos dias, temendo conflitos, suspenderam voos com saídas e chegadas do Aeroporto de Beirute.

Em caso de emergência, o Setor Consular do Brasil disponibiliza dois números de telefones. Aqui no Líbano, o plantão consular: +96170108374.  No Brasil, os brasileiros podem ligar para o número +55 61 982600610, plantão do Ministério das Relações Exteriores em Brasília.