O principal enviado da Liga Árabe, Hossam Zaki, vice-chefe da liga está em Beirute nesta segunda-feira (08) e esteve com o presidente libanês Michel Aoun para explorar maneiras de resolver uma divisão diplomática sem precedentes entre o Líbano e a Arábia Saudita que emergiu após comentários do ministro da Informação do Líbano sobre a guerra civil do Iêmen.
O ministro criticou a guerra no Iêmen que uma coalizão liderada pelos sauditas está travando contra os rebeldes hutis apoiados pelo Irã. O dirigente da Liga Árabe disse que sua visita foi uma iniciativa para colocar a crise no caminho certo.
“Os interesses do Líbano e das nações do Golfo são nosso objetivo”, disse Zaki.
O Líbano disse que os comentários do ministro da Informação George Kordahi sobre o Iêmen, transmitidos no final de outubro, não representam as opiniões oficiais do governo. Zaki nesta segunda-feira também se reuniu com o primeiro-ministro libanês Najib Mikati.
Mikati disse que o Líbano removerá todos os obstáculos para restaurar as relações.
Mikati exortou Kordahi a fazer o que precisa ser feito”- um apelo aparente para que ele renuncie, mas o ministro até agora se recusou a se desculpar ou renunciar.
A Arábia Saudita retirou seu embaixador de Beirute e pediu ao enviado libanês para deixar o reino. Também proibiu as importações libanesas, minando o comércio exterior do pequeno país e privando-o de milhões de dólares, mesmo enquanto luta em meio a um colapso econômico.
Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Kuwait também retiraram seus embaixadores do Líbano, aprofundando a disputa.







