
Em seu primeiro discurso após tomar posse como presidente do Líbano, Joseph Aoun prometeu que o estado terá o monopólio sobre as armas no país.
Mas David Wood, analista do International Crisis Group para o Líbano, diz que o governo libanês não poderá remover as armas do Hezbollah contra a vontade do grupo.
“O estado libanês não pode realisticamente desarmar o Hezbollah sem a cooperação do Hezbollah”, disse Wood.
Embora o Hezbollah tenha concordado em encerrar sua presença militar ao sul do país, como parte do acordo de cessar-fogo negociado em novembro, o grupo insistiu que não abandonará suas armas completamente.
“Com o passar do tempo, o Hezbollah pode ver interesse em cooperar estreitamente com o exército em termos de desmantelar sua infraestrutura ou revisitar propostas de décadas atrás para realmente integrar o Hezbollah, seus combatentes e suas armas ao exército”, disse Wood.
Mas ele acrescentou que tal movimento não pode ser imposto ao grupo pelo governo libanês porque o Hezbollah tem representação no parlamento e nas instituições estatais do Líbano, e ainda tem algum poder militar.
“Apesar dos golpes massivos que o Hezbollah sofreu durante sua recente guerra com Israel, ele manteve força militar residual, o que tornaria – por exemplo – a mobilização do exército libanês para desarmar o Hezbollah um movimento incrivelmente arriscado que o estado libanês não consideraria seriamente”, disse Wood.






