O assassinato do líder político do Hamas, Ismail Haniyeh, na capital iraniana, Teerã, abalou o Oriente Médio, ameaçando desestabilizar ainda mais a região e comprometer as negociações de cessar-fogo entre Israel e o Hamas sobre a guerra em Gaza.
O ataque a Haniyeh ocorreu nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (31), com o Hamas apontando o dedo para Israel – que até agora se recusou a comentar.
Todos os olhos agora se concentrarão em duas questões-chave. O que acontece com as negociações de reféns e cessar-fogo em Gaza, dado que Haniyeh liderou as operações políticas do grupo do exterior e atuou como um interlocutor-chave com mediadores internacionais? E esse ataque dentro do Irã provará ser o catalisador para uma potencial guerra regional completa?
O que aconteceu?
Haniyeh estava em Teerã para a posse do presidente iraniano Masoud Pezeshkian e estava hospedado em uma residência para veteranos no norte da cidade, informou a agência de notícias estatal Fars.
Por volta das 2 da manhã, horário local, um “projétil teleguiado aéreo” atingiu o local onde Haniyeh estava hospedado, de acordo com a agência estatal iraniana IRNA, que disse que seu guarda-costas também foi morto.
Pouco depois, o Hamas condenou o que chamou de “ataque sionista” e uma “grave escalada” em seu conflito de décadas com Israel.
Um oficial do Hamas disse que o grupo está “pronto para pagar vários preços” e que o “momento da verdade chegou”, acrescentando: “Este assassinato não atingirá os objetivos da ocupação e não levará o Hamas a se render”.
Quando solicitados a comentar, os militares israelenses disseram que “não respondem a reportagens da mídia estrangeira”.







