Após um ano e meio de processo, a juíza Ana Cláudia dos Santos Sillas, condenou o médico nutrólogo Abib Maldaun Neto, por violação sexual. A pena foi fixada em 18 anos e seis meses de prisão em regime fechado. Em depoimento à Justiça de São Paulo, ele confessou ter estimulado o clitóris de pacientes durante exames clínicos em seu consultório na capital paulista. Além da condenação criminal, a Justiça de São Paulo arbitrou uma indenização por danos morais de R$ 100 mil reais para cada vítima dele. A defesa do médico disse que irá recorrer da decisão.
A clínica do médica fica localizada em uma área nobre de São Paulo, no bairro dos Jardins. As pacientes chegavam na clínica por indicação de amigos e familiares. Elas contam no processo, que as consultas eram longas e o Maldaun fazia diversas perguntas sobre a vida sexual delas.
Em alguns casos, segundo o médico, os efeitos colaterais exigiam que introduzisse os dedos na vagina de algumas pacientes “para ver se tinha lubrificação” e avaliar “ereção clitoriana indesejável”. Em outros, para avaliar reclamações de candidíase das pacientes.
“Como eu reponho hormônios e substâncias estimulantes, algumas delas tiveram efeitos colaterais. E a principal queixa era uma ereção clitoriana constante, que chegou a duplicar o tamanho do clitóris, machucando o zíper da calça ou na própria calça ou impedindo a usar calça comprida, enfim”.
Esse é o segundo processo ao qual Maldaun é condenado por violação sexual mediante fraude. Ele já havia sido condenado em segunda instância pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) pelo caso de uma outra ex-paciente.







