A economia do Líbano, atingida por uma das crises mais graves do mundo, continua a se contrair, embora o ritmo dessa contração tenha diminuído um pouco, disse o Banco Mundial em um relatório publicado na quarta-feira (24).
O Produto Interno Bruto (PIB) real – uma medida do valor total da economia de um país – na pequena nação mediterrânea deve se contrair 5,4% em 2022, em meio à paralisia política e atrasos na implementação de um plano de recuperação econômica.
O Banco Mundial disse que revisou sua estimativa para a contração econômica do Líbano em 2021 para 7%, ante uma estimativa anterior de 10,4%.
Sua estimativa para 2020 permaneceu inalterada em 21,4%.
Atualmente, o Líbano não tem presidente nem governo com pleno poder, um vazio institucional sem precedentes que, segundo observadores, pode levar meses para ser resolvido.
O primeiro-ministro interino, Najib Mikati, disse que o país ainda pode finalizar um acordo com o Fundo Monetário Internacional para um programa de US$ 3 bilhões via Parlamento.
Mas o Banco Mundial disse que tal acordo permanece improvável cerca de sete meses depois que Beirute chegou a um acordo de nível de pessoal com o credor de último recurso.
“Um programa do FMI permanece indescritível… Um parlamento fragmentado, juntamente com o vácuo governamental e presidencial, lança mais dúvidas sobre a capacidade de concluir ações anteriores e garantir um acordo final nos próximos meses.







