
Há um ano o libanês com nacionalidade brasileira, Khaled Mohamad Majzoub segue preso no Líbano, após presenciar a morte da síria, Anam Ballat, na cidade de Anjar, no Vale do Bekaa, na noite do dia 22 de agosto de 2021. A defesa dele nega participação no crime.
Nos últimos 12 meses, Majzoub tentou provar que não cometeu o crime. Trocou de advogados por inúmeras vezes e não conseguiu convencer a justiça libanesa.
Em maio deste ano, após um médico brasileiro-libanês fazer um relatório demostrando que Majzoub estava com a saúde comprometida na prisão, ele conseguiu ser transferido para o hospital Taanayel General, na região de Zahleh, no Vale do Bekaa.
Indignados, familiares denunciaram que por inúmeras vezes, Majzoub esteve privado de água dentro da prisão, na cidade Jib Janine, no Bekaa. Fato desconhecido pelo Brasil, informou o embaixador Telles Ribeiro. “Na prisão, membros do Setor Consular fizeram duas visitas ao cidadão binacional e nenhuma das vezes, ele informou sobre essas questões”, explicou o embaixador brasileiro em Beirute.
Há três meses os familiares estão conseguindo mantê-lo na unidade hospitalar. Segundo fontes, o judiciário deve encaminhá-lo para uma prisão em Beirute após avalição médica, o que deve ocorrer nas próximas semanas.
Os familiares se queixam do silêncio por parte das autoridades brasileiras. O Hermano Telles Ribeiro, embaixador do Brasil no país, rebate e afirma que o caso do cidadão que mantém binacionalidade está sendo acompanhado por meio do Consulado Geral em Beirute, e está buscando prestar a assistência consular cabível, de acordo com o que determina as leis locais.
MANIFESTAÇÕES NA INTERNET
Para chamar a atenção do judiciário, nas redes sociais, familiares e amigos pedem que Majzoub seja liberto e possa conseguir fazer o tratamento de saúde no Brasil. Diariamente, eles publicam fotos do preso com políticos brasileiros e autoridades libanesas.
As ações na internet não ganharam força e seguem sem repercussão. No Líbano, os políticos não demostraram interesse pelo caso. No Brasil, os políticos senguem em campanha eleitoral para o pleito de 02 de outubro de 2022. E o caso de Majzoub não está em pauta. Sem nenhuma perspectiva de conseguir o direito de liberdade, o empresário libanês enfrenta também a morosidade judiciária.
No verão de 2021, Mona Abdul Latif El Majzoub se juntou ao marido em mais uma viagem para o Líbano. O motivo seria buscar aconchego entre os familiares, após o final do ciclo de quimioterapia que ela tinha acabado de se submeter por causa de um diagnóstico de câncer.
Na madrugada do dia 23 de agosto, logo após deixarem um famoso restaurante na cidade de Anjar, onde jantaram na companhia de uma amiga síria, Majzoub e Mona, retornavam para cidade de Ghazze, quando foram surpreendidos por diversos disparos de arma de fogo. O atentado resultou na morte Anam Ballat.
Majzoub foi preso quando foi registrar uma queixa por ter sofrido o atentado. Quatro dia depois, Mona também foi presa e permaneceu na cadeia por quase quatro meses. Após pagar um fiança no valor de 200 dólares, conseguiu o direito de esperar as investigações em liberdade, mas não pode deixar o país.






