No sul do Líbano, dezenas de famílias tentaram retornar às suas aldeias nesta segunda-feira (27), um dia depois de um ataque israelense que resultou na morte de 24 pessoas e deixou 134 feridos. A tentativa de retorno ocorreu após um dia de intensos confrontos, com moradores acompanhados pelo exército libanês em direção às cidades fronteiriças.
O cenário foi tenso na região, com dezenas de veículos transportando civis rumo a suas casas, especialmente na cidade fronteiriça de Kfar Kila. Em Burj al-Muluk, uma das vilas mais afetadas, um grupo de moradores se reuniu atrás de uma barreira de terra, enquanto aguardavam para entrar na área, que ainda estava sob controle de tropas israelenses.
A Agência Nacional de Notícias (NNA) do Líbano relatou que reforços do exército libanês chegaram à região de Meis el-Jabal, com civis começando a se agrupar na entrada da cidade. A expectativa era de que as famílias pudessem retornar com o apoio das forças armadas libanesas, que tomaram posição na região em resposta aos ataques.
Este episódio ocorre após um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Líbano em novembro, no qual Israel havia concordado em se retirar das áreas fronteiriças. Contudo, os militares israelenses se recusaram a cumprir integralmente o acordo, o que intensificou o desespero da população local, que vive sob o medo constante de novos ataques.
A situação na região continua a se desdobrar, e a comunidade internacional acompanha com atenção a evolução do conflito. O Líbano, que já enfrenta desafios econômicos e políticos internos, agora enfrenta uma escalada da violência, afetando diretamente a vida de civis que buscam a paz em suas terras.







